VILA VIÇOSA, final do século XIX
A caminho da feira do gado, pela Rua dos Fidalgos...
Fotografia do Arquivo Municipal de Lisboa
© PT-AMLSB-CMLSBAH-PCSP-004-NEG-000818
VILA VIÇOSA, final do século XIX
FEIRA DE AGOSTO EM VILA VIÇOSA
A Feira de Agosto teve a sua
origem provavelmente no século XVI, mais precisamente em 1528, por iniciativa do
quarto Duque de Bragança D. Jaime e com autorização régia.
A sua localização inicial foi na
envolvente do Terreiro do Paço e do Terreiro dos Agostinhos. Em meados do
século XIX, os ajuntamentos de feirantes passaram para o Carrascal e para o
Rossio de São Paulo.
Esta
feira foi, em tempos, uma das maiores e mais concorridas do Alentejo no que ao comércio
de gado diz respeito. Paralelamente, constituía um local de comércio
para todo o tipo de mercadorias. Foram uma importante fonte de dinamização do
quotidiano económico e social do concelho.
Nesta
imagem do Arquivo Municipal de Lisboa, de finais do século XIX, podemos ver uma
“mulada”no Terreiro do Paço, sob o olhar atento de alguns potenciais
compradores, provavelmente a caminho da feira de Agosto.
Bibliografia:
ARAÚJO, Maria
Marta Lobo de, Dar aos pobres e emprestar a Deus: as Misericórdias de Vila
Viçosa e Ponte de Lima (Séculos XVI-XVIII), SCMVV, Barcelos, 2000.
Arquivo Municipal de Lisboa - PT-AMLSB-CMLSBAH-PCSP-004-NEG-000693
Nas “andanças”,
procurando estruturas subterrâneas de água em Vila Viçosa, as pesquisas
levaram-me hoje até à Quinta da Vassoura, situada no caminho para São Romão.
Foi aí que encontramos o Sr. Manuel Félix (85 anos), que nos contou um pouco da
história deste local:
“Água é
vida! E por haver em abundância em Vila Viçosa, é que os antigos aqui se
instalaram, há séculos!”
Na Quinta da
Vassoura existe uma contramina com uma nascente, cuja construção é de data
incerta (séculos XVI/XVII?). A base do outeiro foi escavada, com perfuração do
xisto, até à zona da nascente:
“Os mais
velhos que aqui viviam e que ainda conheci na minha infância, sempre falaram nesta
nascente aqui!
Seja verão
ou inverno, a água brota das entranhas da terra, circulando outrora por um
engenhoso sistema detalhado pelo Sr. Manuel Félix, que a conduzia até à zona da horta, com recurso à lei da gravidade.
São tantas as histórias que ficamos de voltar a conversar!
Zona interior da contramina, onde se encontra a nascente de água
Sr. Manuel Félix (85 anos) , explicando o engenhoso sistema de circulação de água
Contramina - zona exterior
Contramina, no período de verão
Zona interior da contramina
Final do
século XIX
Ao fundo, ao
centro, o antigo Largo da Saboaria (actual Largo Mariano Prezado). As feiras em
Vila Viçosa realizavam-se neste local, no prolongamento do terreiro de Santo
Agostinho, desde o século XVI até meados do século XIX.
Era aqui que
estava localizada a fábrica de sabão da vila.
Do lado direito,
o Paço dos Caminhas, alcaides-mores de Vila Viçosa, edifício que pertence
atualmente à Fundação da Casa de Bragança.
No primeiro
plano, do lado esquerdo, o Mosteiro de Santo Agostinho (século XIII) , que foi
utilizado depois da extinção das Ordens Religiosas em 1834 como aquartelamento
militar, tendo acolhido os Caçadores 6 (1844), Regimento de Cavalaria 3 (1848),
Escola Prática de cavalaria em 1890 e Regimento de Infantaria 16, entre 1937 e
1939.
Logo depois,
a Igreja de Nossa Senhora da Graça, Panteão dos Duques de Bragança.
Na imagem,
os soldados estão à conversa com o povo, por entre as vacas, as mulas e os porcos.
A fotografia foi registada a partir da célebre “Janela de Lisboa”, na continuação do Jardim do Bosque.
©Arquivo Municipal de Lisboa - PT-AMLSB-CMLSBAH-PCSP-004-NEG-001036
Vila Viçosa, final do século XIX
Quando os borregos que sobreviveram à Páscoa ainda pastavam
no Terreiro do Paço…
© Arquivo Municipal de Lisboa - PT-AMLSB-CMLSBAH-PCSP-004-NEG-000819
CALLIPOLE SUBTERRÂNEA